O pladur — nome que em Portugal se usa para designar o sistema de gesso cartonado — revolucionou a construção e a remodelação: em vez de alvenaria húmida, as paredes, tetos e revestimentos são montados com placas de gesso sobre estruturas metálicas, com rapidez e limpeza.

Neste guia explicamos o que é, as aplicações mais comuns e o que influencia o preço por m2 do pladur em Portugal.
O que é o pladur (gesso cartonado)?
O sistema de gesso cartonado é composto por placas de gesso revestidas a cartão, fixadas a uma estrutura de perfis metálicos (montantes e guias). Entre as placas pode ser colocado isolamento (lã de rocha ou lã de vidro), o que dá ao sistema excelente desempenho térmico e acústico. Existem placas standard, hidrófugas (para zonas húmidas), resistentes ao fogo e até flexíveis para arcos e curvas.
Principais aplicações do pladur
- Paredes divisórias interiores (em substituição da alvenaria);
- Tetos falsos (para esconder instalações, criar iluminação embutida ou nivelar);
- Revestimento de paredes existentes (regularização sem obras húmidas);
- Nichos, estantes e mobiliário embutido;
- Correção acústica e térmica de divisões;
- Arcos, sancas e elementos decorativos.
Vantagens do pladur
- Rapidez e limpeza: sem massas húmidas, tempos de secagem ou entulho — ideal em obras de remodelação;
- Flexibilidade: adapta-se a qualquer geometria e permite alterações futuras com facilidade;
- Leveza: não sobrecarrega a estrutura do edifício;
- Bom isolamento acústico e térmico quando combinado com lã mineral;
- Acabamento perfeito: superfícies lisas prontas a pintar;
- Custo competitivo face à alvenaria tradicional em muitas situações.
Onde o pladur não é a melhor opção
O gesso cartonado não é indicado para paredes exteriores (exceto como revestimento complementar), para zonas sujeitas a humidade permanente sem placas hidrófugas adequadas, nem para aplicações que exijam resistência mecânica elevada (como suportar armários pesados) sem reforço da estrutura. A qualidade da execução é determinante: juntas mal tratadas e estruturas mal montadas traduzem-se em fissuras e paredes que “tocam” ao toque.
Quanto custa o pladur por m2?
O preço do pladur por m2 em Portugal varia com o tipo de trabalho (parede divisória completa, teto falso, revestimento), a altura e complexidade (tetos com recortes custam mais), o tipo de placa (standard, hidrófuga, acústica), a inclusão de isolamento no interior e o acabamento (massas e pintura incluídos ou não). Paredes com portas, janelas ou instalações elétricas incorporadas acrescem ao valor base.
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Pladur na prática: o que a experiência ensina
Em remodelações de apartamentos em Lisboa, o pladur é usado para criar divisões novas, nivelar tetos antigos e ganhar isolamento — por exemplo, revestir uma parede fria com placa + lã de rocha melhora o conforto sem mexer na fachada. Quando o objetivo é também isolamento térmico e acústico, o pladur com lã mineral é uma das soluções mais eficazes em interiores.
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